Sem-Abrigos
São considerados sem-abrigos, «aquele que, independentemente da sua nacionalidade, idade, sexo, condição socioeconómica e condição de saúde física e mental, se encontre sem tecto (vivendo no espaço público, alojada em abrigo de emergência ou com paradeiro em local precário) ou sem casa (encontrando-se em alojamento temporário destinado para o efeito)» (ENIPSA: 2011, 7).
O perfil tipo traçado a nível local enquadra-se no perfil clássico identificado por vários autores (Capucha, 2002; Bento, 2002; Baptista, 2004) que concluem que os sem-abrigo são sobretudo homens em idade activa (30 aos 49 anos), solteiros e divorciados, com uma escolaridade básica que se encontram a viver na rua. Não obstante, e consoante o alertado por Gil, não poderemos deixar de mencionar «um subgrupo de indivíduos que revela um nível importante de qualificação (12% ensino secundário e 4% curso médio/superior), mas que por motivos de rupturas profissionais se inserem no que Carmo (1996) designou por “novos sem-abrigo”, situação recente mas em franca expansão pelas alterações sociais e económicas que têm ocorrido na sociedade Portuguesa.» (Gil et al: 2005, 5).

Consultado no Diagnóstico Social de Espinho